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quinta-feira, 20 de março de 2014

créditos da foto www.cachorromagro.wordpress.com
A mente humana, uma das maiores fábricas do mundo, senão a maior, é capaz de produzir milhares de sentimentos, sonhos, anseios e devaneios; dor, alegria, força, desejo, emoção; e ao mesmo tempo é capaz de produzir nada.

Repleta de um sistema complexo, de "fios interligados", de tubos, linhas entrelaçadas. De lá nascem sonhos, cada um com pequenos detalhes, cada um com suas diferenças, com seu grau de significância, outros cheios de detalhes complexos, mas todos são sonhos, sonhos sonhados ao seu modo, em seu devido espaço de tempo, dentro da mente de quem deseja-os.

Algumas vezes sonhos dolorosos, outras vezes cheios de gozo, algumas vezes sombrios, outras vezes esplêndidos ...

Ah!

Os sonhos!

A fábrica dos sonhos, que não se cansa de sonhá-los.

terça-feira, 11 de março de 2014

O despertador tocou às 06:30 da manhã como o programando, porém como de costume, Igor levantou às 07:10, seu corpo parecia ter um despertador próprio em que mesmo imerso aos sonhos mais profundos do subconsciente, algo externo parecia fazer com que ele acordasse. Certa vez Igor imaginou se tratar do espírito do avô que o acompanhava, mas logo essa ideia ridícula era posta abaixo, pois a racionalidade o impedia de crer em tais baboseiras.

Esta manhã nublada era especial, 23 de setembro, há exato 1 ano ele salvou sozinho mãe e filha de um agressor. Isso aconteceu quando ele estava indo para a igreja - era obrigado pela mãe a cumprir essa penitência aos domingos - quando se deparou com um homem tomando a mala de uma mulher e a agredindo, Igor não pensou duas vezes e partiu para cima do homem com um chute que faria qualquer brutamontes cair, em seguida ele gritou para as mulheres correrem as quais acataram tal ordem sem pensar duas vezes, os dois trocaram socos e pontapés, o velho tentou sacar um revolver, mas talvez pelo atordoamento da queda, acabou deixando-o cair, Igor nesse momento pelo medo da arma e a raiva que tomara seu corpo, as sensações se misturaram de uma forma em que tudo que ele pôde fazer foi pegar o revolver e arremessar o mais longe possível, então por cerca de 5 minutos os dois se digladiaram – Igor com uma certa vantagem, tendo em vista que o oponente padecia de gordice e falta de agilidade - tempo em que a polícia chegou com a mulher e a filha.

Depois disso a jovem moça chamada Esmeralda agradeceu a Igor e contou que se tratava de um assunto familiar e que seu pai ameaçara ela e a mãe de morte caso partissem. Igor estasiado pela beleza do olhar da jovem, por 30 segundos nem sequer sentiu as dores no peito e na cabeça dos três únicos socos em cheio que realmente tomou, apesar de que forçosamente ou não ele parecia muito mais ferido. Nesse dia o nosso herói se deixou levar pela falta de lógica, pela irracionalidade, o fantasioso que só o ser humano é capaz de criar, nesse dia Igor acreditou no destino, ela havia de ser especial e ele sabia que a partir desse momento os dois ficariam juntos. Bom, mesmo nunca tendo contado isso para Esmeralda, seria esperar demais que ele admitisse tal devaneio, foi por este motivo que Igor tentou e conseguiu o seu amor um dia depois. Agora lá estava ele , indo ao encontro dela, ao mesmo horário, um ano depois, para simplesmente celebrar algo que ele acredita no fundo de sua mente ou de sua alma se é que existe, se tratar de uma união do destino.

No caminho, duas quadras antes de chegar na casa dela, no mesmo local em que travou a suposta batalha de gladiadores, uma rua muito linda e arborizada, sem uma única casa próximo, só o asfalto, calçada e a copa das árvores, algo aconteceu, um homem “não pode ser” disse Igor, veio em sua direção que paralisado misturava cenas de um ano atrás com o momento atual, chegando a ouvir ele mesmo gritar para as duas mulheres correrem, em meio a essa mistura de flashes, o homem de aparência rude, meio gordo, talvez tivesse pouco mais que 50 anos, levantou e apontou a arma para Igor, disparando três vezes, dois tiros no peito e um na parte de trás da cabeça, Igor caiu mortalmente ferido e o homem fugiu sem sequer olhar para trás. A leve brisa gelada dessa primeira manhã de primavera, agora se misturava com o frio repentino e tensão do seu corpo. 

Então tudo veio à tona, como um turbilhão, um sopro de angustia e desespero que se apoderou do seu peito, todo aquele ano, a batalha vitoriosa, o seu amor, tudo isso fora fruto dos seus últimos minutos de vida. Igor agora em uma fagulha de lucidez observava que verdes eram os olhos dela, que lindos olhos, nunca vira nada igual, eram grandes, agressivos e no entanto estavam cheios de lagrimas e suplicas, ele nem sequer pôde perguntar seu nome, tudo que a jovem ouviu foi um leve sussurrar “verdes como a copa das árvores”. Uma lágrima correu seu olho esquerdo, não pela dor da morte, mas pela peça de mau gosto que sua própria mente criou na ânsia por viver alguns minutos a mais, ao longe, o som de um despertador toca...

Autor:  de Bruno Teylon

domingo, 9 de março de 2014

créditos da foto www.psicologiarg.blogspot.com
Ao Crepusculo

Não...
Depois de te amar eu não posso amar mais ninguém.
De que me importa se as ruas estão cheias de homens esbanjando beleza e promessas ao alcance das mãos;
Se tu já não me queres, é funda e sem remédio a minha solidão.
Era tão fácil ser feliz quando estavas comigo.
Quantas vezes vezes sem motivo nenhum, ouvi teu riso, rindo feliz, como um guizo em tua boca.
E a todo momento, mesmo sem te beijar, eu estava te beijando...
Com as mãos, com os olhos, com o pensamento, numa ansiedade louca.
Nosso olhos, ah meu deus, os nossos olhos...
Eram os meus nos teus e os teus nos meus como olhos que dizem adeus.
Não era adeus no entanto, o que estava vivendo nos meus olhos e nos teus,
Era extase, ternura, infinito langor.
Era uma estranha, uma esquisita misturade ternura com ternura, em um mesmo olhar de amor.
Ainda ontem, cada instante uma nova espera,
Deslumbramento, alegria exuberante e sem limite.
E de repente... de repente eu me sinto como um velho muro.
Cheio de eras, embora a luz do sol num delírio palpite.
Não, depois de te amar assim,
Como um deus, como um louco,
nada me bastará e se tudo tão pouco,
Eu deveria morrer.

- Pablo Neruda

terça-feira, 4 de março de 2014

- Não! É cedo! É preciso que ele me ame bastante para vencer-me a mim, e não só para se deixar vencer. Eu posso, não o duvido mais, eu posso, no momento em que me aprouver , trazê-lo aqui, a meus pés, suplicante, ébrio de amor, subjugado ao meu aceno. Eu posso obrigá-lo a sacrificar-me tudo, a sua dignidade, os seus brios, os últimos escrúpulos de sua consciência. Mas no outro dia ambos acordaríamos desse terrível pesadelo, eu para desprezá-lo, ele para odiar-me. Então é que nunca mais nos perdoaríamos, eu a ele, o meu amor profanado, ele a mim, o seu caráter abatido. Então é que principiaria a eterna separação. (...)

- Quando ele convencer-me do seu amor e arrancar de meu coração a última raiz desta dúvida atroz, que o dilacera; quando nele encontrar-te a ti, o meu ideal, o soberano de meu amor; quando tu e ele fores um, e que eu não vos possa distinguir nem no meu afeto, nem nas minhas recordações; nesse dia, eu lhe pertenço... Não, que já lhe pertenço agora e sempre, desde que o amei! ... Nesse dia tomará posse de minha alma, e a fará sua! (...)

Trechos de um romance de Luiz Antônio Aguiar
Corações Partidos.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O menino feliz

Rogê era um garotinho que gostava de ir à escola,
Rogê não se importava com o que usava,
muito menos com o que vestia.

Certo dia aquele garoto alegre de cabelos escorridos, ganhou um par de sapato,
não queria nem saber se era usado,
calçou-o logo no dia seguinte.

A impressão era a das melhores,
aquele loirinho todo faceiro com o tênis "novo" desfilava pelo corredores do colégio,
de certo, sua intenção era impressionar Marlene, a menina dos "sonhos".

Neste dia colocou a melhor calça que tinha ganhado de seu primo,
se passou o perfume de mostra grátis da Avon, colocou o tênis,
e com apenas 50 centavos no bolso, se mandou pra escola.

Certo de que Marlene o daria uma chance,
chegou junto a ela e lhe disse:
- Marlene, eu queria te falar uma coisa muito séria.
Marlene então lhe respondeu:
- Mas eu não tenho nada pra falar pra você!

Rogê então sentiu-se envergonhado diante de seus coleguinhas do 1° forte,
e como se o fora que ele levou não tivesse sido o suficiente,
chega um coleguinha olhando para seus pés e lhe diz:
- Égua! Esse sapato meu pai levou la na pechincha ontem pra vender, estava todo descolado, esse tênis era meu!

Rogê sentiu-se mais envergonhado ainda,
triste por tal desfecho daquele dia,
foi para o banheiro, tirou o tênis, a camisa, a calça, ficou só de short,
e foi jogar bola.

Em abril de uma data qualquer
Por Chevero Rogê

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014


créditos da foto: consciencia.blog.br












Guerreiro!
Não desanimes não,
siga firme.

A guerra é obrigatória,
a vitória,
questão de tempo.

Siga firme guerreiro,
o vale é extenso,
e a luta sofrida.

Guerreiro,
mesmo ferido,
siga sorrindo.

As feridas saram,
as dores passam
e a vitória fica.

Guerreiro!
Não desanimes não,
siga firme.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sei que não é fácil manter e publicar conteúdos interessantes na internet. Por isso gostaria de agradecer a todos os leitores do "Contando a vida" pelas mais de 10 mil visualizações no blog. Infelizmente o tempo está curto demais, os inúmeros trabalhos e provas da faculdade estão me tomando praticamente quase o tempo todo. Mesmo assim reservei um pouquinho de tempo pra agradecer a todos vocês.

Estive pensando um pouco melhor, pois meu desejo era postar matérias específicas sobre determinado assunto, assim como em outros blogs por esse mundão virtual a fora. No entanto, nem sempre precisamos de algo específico, por isso, as postagens do "Contando a Vida" serão direcionados a todos os públicos, pois o que pode não ser importante à mim, pode ser importante à outras pessoas.

A ideia é que de alguma maneira possa colaborar com todo mundo.

Por isso não se espantem, vamos publicar sobre assuntos diversos, pois o melhor mesmo, é seguir CONTANDO A VIDA.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

É incrível como consigo me lembrar de coisas de quando criança, das brincadeiras, das surras, dos carinhos e das amizades, dos choros e risos;
mais incrível ainda é lembrar dos planos que já traçava, mesmo sem saber que caminho seguir, aquela mente de criança já pensava como adulto.
Sonhava em ser soldado, defender tanta gente das injustiças, ir pra uma guerra defender o meu país, inocente, eu!
Um simples vendedor de salgados, que saia toda tarde com uma vasilha cheia de rizóles e coxinhas, muitas vezes chegava com o dedo ardendo por ter derramado pimenta nas mãos.

Os sonhos não deixei de lado, a esperança sempre me motivava a buscar tudo aquilo que quando criança desejava, não sei porque, mas me sentia diferente das outras crianças, talvez por não desejar ter o melhor carrinho de controle remoto, ou pensar que meus pais não teriam condições de comprá-lo, mas eu não me importava com isso, eu gostava mesmo era de brincar de roladeira, pegar aquelas latinhas de leite ninho (que eu não tomava) e enchê-las de areia, nossa, não tinha brinquedo melhor que este, e os carrinhos que meu pai fazia de lata de sardinha, que coisa mais linda, foi um dos melhores presentes que já ganhei até hoje, sem contar o barquinho todo cheio de detalhes que ele (meu pai) fez pra minha irmã, pensando ele que seria um menino quando nascesse, ainda sim sou capaz de lembrar tantas e tantas vezes que minha mãe me carregou no colo, pra cima e pra baixo, indo ao médico, me embalando por horas e horas todas as madrugadas. Fui criança, construí sonhos, e hoje, estou tendo o privilégio de vê-los quase todos realizados, naquela copa de 1998, eu determinei (mesmo sem saber) que em 2014 estaria "formado", com um "bom emprego" que se desse eu até assistiria os jogos da copa no Brasil em 2014.

Ah!

Esses sonhos, e tantos outros que sonhei estão apenas começando a se realizar.
Mas o que tiro de tudo isso, é pensar que um dia cresci, mas aquela criança ainda permanece dentro de mim.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Hoje a saudade veio me procurar,
eu, tão longe de você,
sem ao menos entender,
comecei a chorar.

Este amor, que há anos alegra meu ser,
ansioso por te querer,
já não sabe esperar.

Espero apenas uma notícia tua,
ó minha amada,
apenas um "olá" e o dia está feito.
me tira desse terrível castigo.

Quero encontrar a melhor maneira pra te amar,
quero me encontrar,
mas antes quero perder-me em teus seios,
e na madrugada fazer loucuras de amor.

A solidão é meu pior castigo,
castigo por te amar,
mas a melhor parte disso,
ah!
o teu amor.

domingo, 11 de agosto de 2013



Que noite fria essa,
que pesadelo terrível.

Lágrimas lavam a face e o sonho parece distante,
com as mãos trêmulas e o corpo cheio de calafrios,
vão formando-se palavras por palavras.

Travesseiro gelado, rosto molhado,
aos poucos as lágrimas vão moldando sonhos,
e o que resta é apenas um choro.

Angustia, dor e decepção,
são sentimentos invadindo meu ser,
querendo por não querer,
moldando-se ilusão.

No silêncio da noite,
ouço o grito dos tolos e o silêncio dos gentios,
cheio de calafrios,
e o pensamento em você.

Cada gota são vãs esperanças,
cada choro uma guerra perdida,
lágrimas que molham rostos, constroem vidas
mesmo quando criança.

Aprendi a ter coragem mesmo com medo,
aprendi a chorar mesmo sorrindo,
aprendi como aprendiz,
dizendo não e dizendo sim.

No desvaneio da vida,
há quem diga,
que a vida é sofrida,
e o tempo nos mostra uma doce ilusão.

O medo leva o sonho,
a coragem trás de volta,
a esperança reforça,
o que hoje decido.

Sonhar, seguir sorrindo,
com a esperança de um dia melhor,
mesmo que ande só,
seguir o seu destino.

Escolhas, caminhos e destino,
acertos, tropeços e mistério,
medo, coragem e desafio,
enigma do universo.





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Que cena essa que vi hoje,
cena esta que não esquecerei jamais.

Um olhar meigo, terno e sincero,
cheio de carinho, amor e sofrimento.

Um olhar pesado, cansado e sombrio,
que mostra quão velho ficamos.

Não sei o que aconteceu comigo,
não sei se foi dó ou saudade,
ou se foi os dois ao mesmo tempo.

Meu coração chorou,
mas não sei dizer o motivo,
mas uma coisa é certo,
não esquecerei aquele sorriso.

Sentado ao banco de uma parada de ônibus,
de perto eu mirava,
aqueles cabelos brancos e sandálias gastas,
e um tempo "perdido".

Mais perto chegava,
e mais nervoso me sentia,
com o chapéu velho na cabeça,
ele apenas sorria.

Eu querendo chegar,
mas com medo de perguntar,
apenas observava.

Seu rosto enrugado,
com o tempo passado,
e uma vida vivida.

Sonhos sonhados,
sonhos vividos,
sonhos perdidos e,
sonhos inalcançados.

Assim é o tempo,
que nunca envelhece,
nunca se fadiga.

Tudo isso,
ou quase nada,
observei naquele simples velhinho,
com um lindo sorriso,
uma vida sofrida.


Dedicado às pessoas que vivem nas paradas de ônibus, ou no metrô, vendendo seus caramelos e que muitas vezes, quase sempre, são expulsos pela polícia e excluídas pelo Estado.

sábado, 3 de agosto de 2013

Depois de tanto tempo sem escrever nada por aqui, finalmente volto trazendo um tema que tem me incomodado bastante, na verdade são vários temas, mas prefiro não me aprofundar em nada. O que escrevo agora, são apenas comentários retratando o que vejo e ouço praticamente todos os dias.
Não é dúvida, não é dica, não é tutorial nem muito menos poesia, são apenas desabafos de um paraense exausto, em meio a tantas coisas que vivencio todos os dias, esse assunto tem me chamado bastante atenção.

Pois bem, começo essas linhas me fazendo a seguinte pergunta: o que é capitalismo? o que é socialismo?
- respondo o seguinte:  simplesmente, não sei!

Ouço as pessoas comentando todos os dias sobre esse tema, sobre isso ou aquilo, falando que o capitalismo é "mau" e que o socialismo é "bom", simplesmente não consigo entender a partir de que ótica as pessoas comentam sobre esses dois temas. Não estou defendendo nenhum e nem outro, estou apenas argumentando do meu ponto de vista o que essas pessoas comentam em relação às suas críticas.

Ainda bem que todos, ou a maioria que fazem essas críticas falam, andam e escultam!

Pois bem, partindo da ótica que o capitalismo é um sistema de acumulação de capital e que visa principalmente o lucro, e blah, blah, blah. Sabemos que, para que isso ocorrer, de um lado é necessário que um capitalista "invista" em bens de capitais, que faça investimentos num determinado setor da economia, e de outro é necessário que alguém se disponha para realizar as atividades que determinado setor da economia está demandando. Até ai tudo bem, o que entra em cena agora é justamente a exploração da força de trabalho (o que é questionado por muitos ideários) que é superexplorada pelo capitalista, o que ao meu ver, é um absurdo, isso eu tenho que concordar, não aceito essa superexploração, pois como todos sabemos o "tempo da escravidão já passou".

Minha crítica não é contra o sistema capitalista, mas a quem o domina, quem o comanda. Pois não vejo o sistema como o "lobo mau". Se criticarmos o sistema pelo fato das pessoas serem superexploradas, não sairemos de lugar algum, o que vejo é que, muitas pessoas submetem-se ao comodismo, e parto da ótica de que nem todos conseguem produzir tudo para seu próprio sustento, exceto "àqueles que se movimentam e saem do lugar". O que vejo por ai, são pessoas que de alguma forma, não buscam oportunidades, e nem tem iniciativas para mudar o contexto em que vivem. É muito simples e fácil culparmos os governos, ou a sociedade que vivemos de um modo geral, mas muitas vezes esquecemos de olhar pra gente mesmo, e nos custa perceber que somos agentes de transformação, que nossas atitudes podem mudar todo um contexto, social e econômico, que nós podemos ser a solução de um problema que aflige décadas gerações e gerações.

Mas o que me preocupa é o silêncio de muitos e o egoísmo de poucos, não vejo esperança em uma revolução, quando o que está em pauta é o interesse individual. Nos submetemos a governos que esperamos nos representar, governos nos quais depositamos esperanças e sonhos, ou não!

Muitas vezes trocamos nossos direitos por um simples abadá de carnaval, ou por uma cesta básica, ou por troca de favores. Meu Deus do céu, não consigo entender porque existem pessoas tão ignorantes de chegar a esse ponto? - não dá pra entender, não consigo entender. Tá,  mas espera ai, vão ter pessoas que vão me dizer que estavam passando necessidades e que trocaram seu voto porque não tinham o que comer, ou por isso ou por aquilo. Outra coisa que repudio, são esses tipos de conformismo, tem gente que não sabe aproveitar o pouco que tem. Tem gente que espera cair do céu, comida, roupa, emprego, saúde, etc, etc... Eu mesmo sou testemunha disso, tenho comprovações físicas e propriedade pra falar isso. Conheço pessoas que são verdadeiros parasitas, que não se movimentam, que não buscam oportunidades nas dificuldades, e que se conformam com o pouco que tem. Também repudio aquelas pessoas que criticam, de certa forma, pessoas que por algum motivo, conseguiram crescer na vida, pessoas que batalharam para ter o que tem hoje, pessoas que com muito suor, conseguem viver bem. Me pergunto porque essas pessoas são alvos de críticas, pois elas buscaram oportunidades nas dificuldades, não importa se o dinheiro veio de herança dos pais, ou dos avós, de certo modo, alguém batalhou para conquistá-lo. NÃO TENHO DINHEIRO, E NEM NASCI NUM BERÇO DE OURO, MUITO MENOS RECEBI HERANÇA ALGUMA. Minha crítica é justamente às pessoas que jogam a culpa por sua miséria a um sistema. Vejamos o seguinte, o governo "dá" "escola pública e gratuita", tá, eu sei, é de péssima qualidade. Aí entra minha motivação em comentar sobre isso, estudei toda minha vida em escola pública, e nem por isso deixei de correr atrás do que eu queria e ainda sigo correndo, justamente porque acredito em mim, esse é o primeiro passo, é acreditar em si mesmo, e correr atrás dos seus ideais.

Obs.: Correr atrás não significa sair que nem louco em busca de tudo, mas sim esperar o momento certo de agarrar a oportunidade!

Por isso escrevo, não mudaremos o meio em que vivemos criticando um sistema ou um governo, mas transformaremos uma sociedade começando por nós mesmos, por nossas atitudes, por não abrir mão de nossos direitos. Deixo claro que não sou um ideário capitalista, nem muito menos um revolucionário socialista, apenas acredito que o poder está nas mãos do povo e não de um governante apenas, pois quando depositamos o nosso voto à alguém, abrimos mão de nossos direitos.


Buenas, agradeço aqueles que leram este post até o final, abraços. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013



Que bom seria ter-te aqui comigo,
esse frio que doce castiga meu rosto, pede sua presença neste momento,
o vento entrando por entre a janela  no silêncio da noite,
me traz cuidadosamente seu lindo sorriso.

Que bom seria ter-te aqui comigo,
para junto de ti, desfrutarmos os lindos fins de tarde,
do teu lado, por entre a janela caberiam apenas nós dois,
para vermos esplendidamente o lindo pôr-do-sol.

Outrossim, que bom seria tua companhia,
para navegarmos no delírio dos desejos,
afogando-nos na loucura de uma paixão,
saciando-nos nas aventuras de um amor infinito.

Que bom seria,
ah! Como seria bom!
Que tuas palavras fossem canções para minh'alma,
que os teus olhos me fossem um farol,
e que o teu seio me fosse o caminho.

Quem bom seria,
tudo seria bom.

(Rogério Corrêa)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sou um caçador de sonhos,
que escolho as nuvens para apanhá-los,
o céu não é o meu limite,
e o chão muito menos meu fracasso.

Sou um sonhador, não de sonhos,
sou um sonhador de desejos,
sou um eterno navegador,
que desejo conquistá-los.

Sou o sonho do sonhador de sonhos,
sou o próprio sonho sonhado,
sonho sonhando acordado,
um dia realizado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Isso querido continue me enganando, continue me contando suas doces mentiras. Diga que sou a única. Olhe nos meus olhos, dê um sorriso inocente. Disfarce sua vontade de me levar para cama. Dê-me presentes caros, me faça te querer, faça-me ligar atrás de você perguntando por que sumiu, mas não me conte que ficou o dia inteiro atrás de outras. Minta! Diga-me que pegou um engarrafamento ou que seu cachorrinho foi atropelado. Se faça de gentil, puxe a cadeira para eu sentar, roube um beijo quando eu menos esperar. Coloque a letra do meu nome no seu status com um coraçãozinho do lado. Isso! Continua, você está indo bem. Manda-me mensagem fora de hora, se preocupe, tenha ciúmes. Mas de modo algum deixe eu saber de suas mentiras. Faça seus joguinhos de sedução para conseguir o que quer! Venha conhecer minha família, não olhe para outras quando estiver comigo. Eu confesso que esse seu jogo de mentiras me fascina, e confesso também que ficarei apaixonada. Continue com suas doces mentiras, mas só te peço uma coisa, uma única coisa. Não diga que me Ama sem me amar, porque essa sim é uma mentira imperdoável.